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sexta-feira, 30 de março de 2012

OS PERIGOS DE DEIXAR UM BEBÊ CHORANDO

Dos melhores textos que ja li!
Gostaria que muita gente lesse com atencao e cuidado o que diz aqui!



Original: http://www.possoamamentar.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Os-perigos-de-deixar-um-beb%C3%AA-chorando.pdf

Prejudicando crianças e seus relacionamentos a longo prazo
Por Darcia Narvaez, PhD

Retirado de:
http://www.psychologytoday.com/blog/moral-landscapes/201112/dangers-crying-it-out
tradução livre de Bianca Balassiano

Deixar bebês chorando sem intervir é uma ideia comum desde a década de 1880, quando a
medicina encontrava-se em alarde a respeito de germes e transmissão de infecções, e então
concluiu que os bebês raramente devem ser tocados.  (leia Blum, 2002i para obter uma crítica
pertinente a respeito desta época e atitudes em relação à criação de filhos.)

No Século XX, o behaviorista John Watson (1928), interessado em transformar a Psicologia em 
Ciência Exata, assumiu a “cruzada contra o afeto” como então presidente da Associação 
Americana de Psicologia. Ele aplicou o paradigma mecanicista do behaviorismo à criação de 
filhos, alertando sobre os perigos do excesso de amor materno. O Século XX foi a época na 
qual acreditava-se que  os “os homens da ciência” sabiam mais do que mães, avós e famílias 
sobre como criar seus próprios filhos. Muito carinho com o bebê resultaria em um ser humano 
dependente, mimado e falho. Engraçado como os “experts” chegaram a esta conclusão sem 
absolutamente nenhuma evidência para respaldá-la! No entanto, há todo tipo de evidência 
(então e agora) comprovando o exato oposto. 
Um panfleto oficial da época dizia que “maternar é segurar o bebê em silencio, com posições 
que induzam à tranquilidade” e que  “a mãe deve parar imediatamente se seus braços 
estiverem cansados” porque  “o bebê não deve ser um inconveniente para o adulto.” Bebês 
maiores de 6 meses “devem ser ensinados a sentar-se em silêncio no berço; do contrário terão 
que ser vigiados constantemente e entretidos por suas mães, um grande desperdício de 
tempo.” (Blum, 2002)
Estas atitudes lhe parecem familiares? Um pai relatou-me recentemente que foi encorajado a 
deixar seu bebê chorando até que dormisse para que ele pudesse “ter sua vida de volta”. 
Com a neurociência, podemos confirmar o que nossos antepassados tinham como certo – que 
deixar os bebês em dificuldades é uma prática que pode,  em longo prazo, prejudicar as 
crianças e suas capacidades de relacionamento de diversas maneiras.  Nós sabemos agora que 
deixar bebês chorando é uma boa maneira de criar uma pessoa menos inteligente, menos 
saudável e mais ansiosa, pouco cooperativa e alienada, que provavelmente passará estes 
mesmos ou piores traços para a geração seguinte. 
A desacreditada visão Behaviorista vê o bebê como um intruso na vida dos pais, uma invasão 
que deve ser controlada de toda maneira para que os adultos possam viver suas vidas sem 
incômodos. Talvez possamos perdoar esta atitude e ignorância, pois naquele tempo, extensas 
famílias estavam se desfazendo e novos pais precisavam descobrir como lidar com seus bebês