Gostaria que muita gente lesse com atencao e cuidado o que diz aqui!
Original: http://www.possoamamentar.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Os-perigos-de-deixar-um-beb%C3%AA-chorando.pdf
Prejudicando crianças e seus relacionamentos a longo prazo
Por Darcia Narvaez, PhD
Retirado de:
http://www.psychologytoday.com/blog/moral-landscapes/201112/dangers-crying-it-out
tradução livre de Bianca Balassiano
Deixar bebês chorando sem intervir é uma ideia comum desde a década de 1880, quando a
medicina encontrava-se em alarde a respeito de germes e transmissão de infecções, e então
concluiu que os bebês raramente devem ser tocados. (leia Blum, 2002i para obter uma crítica
pertinente a respeito desta época e atitudes em relação à criação de filhos.)
No Século XX, o behaviorista John Watson (1928), interessado em transformar a Psicologia em
Ciência Exata, assumiu a “cruzada contra o afeto” como então presidente da Associação
Americana de Psicologia. Ele aplicou o paradigma mecanicista do behaviorismo à criação de
filhos, alertando sobre os perigos do excesso de amor materno. O Século XX foi a época na
qual acreditava-se que os “os homens da ciência” sabiam mais do que mães, avós e famílias
sobre como criar seus próprios filhos. Muito carinho com o bebê resultaria em um ser humano
dependente, mimado e falho. Engraçado como os “experts” chegaram a esta conclusão sem
absolutamente nenhuma evidência para respaldá-la! No entanto, há todo tipo de evidência
(então e agora) comprovando o exato oposto.
Um panfleto oficial da época dizia que “maternar é segurar o bebê em silencio, com posições
que induzam à tranquilidade” e que “a mãe deve parar imediatamente se seus braços
estiverem cansados” porque “o bebê não deve ser um inconveniente para o adulto.” Bebês
maiores de 6 meses “devem ser ensinados a sentar-se em silêncio no berço; do contrário terão
que ser vigiados constantemente e entretidos por suas mães, um grande desperdício de
tempo.” (Blum, 2002)
Estas atitudes lhe parecem familiares? Um pai relatou-me recentemente que foi encorajado a
deixar seu bebê chorando até que dormisse para que ele pudesse “ter sua vida de volta”.
Com a neurociência, podemos confirmar o que nossos antepassados tinham como certo – que
deixar os bebês em dificuldades é uma prática que pode, em longo prazo, prejudicar as
crianças e suas capacidades de relacionamento de diversas maneiras. Nós sabemos agora que
deixar bebês chorando é uma boa maneira de criar uma pessoa menos inteligente, menos
saudável e mais ansiosa, pouco cooperativa e alienada, que provavelmente passará estes
mesmos ou piores traços para a geração seguinte.
A desacreditada visão Behaviorista vê o bebê como um intruso na vida dos pais, uma invasão
que deve ser controlada de toda maneira para que os adultos possam viver suas vidas sem
incômodos. Talvez possamos perdoar esta atitude e ignorância, pois naquele tempo, extensas
famílias estavam se desfazendo e novos pais precisavam descobrir como lidar com seus bebês